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Gabriella Vetromilla - 20/10/2020

Ensino do distanciamento

“O olho no olho está dando lugar ao ensino remoto. Em tempos de pandemia, o professor dá aula cercado por câmeras e luzes. O conteúdo é transmitido via internet para 3,5 milhões de alunos. E quem tem uma dúvida, é só clicar.” Reportagem do dia - 18/04/2020

     É assim que começa a reportagem do mês de abril do ano de 2020, coletada do site G1, especificamente, na página do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão. Este é o noticiário mais assistido do Brasil e que está sempre nos primeiros lugares de audiência televisiva, assim como é um dos sites mais acessados também. É um tanto quanto interessante colocar as palavras educação e pandemia na barra de pesquisa do Google, conseguindo ter um infinito acesso a matérias que na sua maioria estão relacionadas, falam ou pincelam sobre a prática do ensino remoto. Interessante, não surpreendente já que essa é a “nova realidade”. Nova realidade é o termo que mais está em alta hoje em dia, pelo menos é o que eu muito escuto. Difícil se assim posso descrever pensar em uma nova realidade a partir daqui se existem realidades anteriores gritantes e que nunca foram alcançadas. E é sobre isso que gostaria de falar, diferentes realidades em dois diferentes aspectos, ou poderia falar a nova realidade versus a realidade “antiga” que nunca deixou de existir.

     A primeira delas é o ensino remoto, digital, virtual...se sinta livre para nomear como for confortável a vocês. Eu gostaria de chamá-lo de ensino distante, pois é assim que me sinto confortável e é essa a representação que o mesmo tem para mim. Distância, talvez não de conteúdos nem de possibilidades, mas de vida e de uma possível substituição ao humano. Claro que irei abrir um pequeno parênteses nessa minha curta escrita para falar que as redes sociais, as mídias, a internet, o virtual é uma virtude; posso chamá-lo de benção, mas com algumas condições, SE bem administrada E SE não tomar lugar do olho no olho, do contato humano e do calor de um toque. A internet e suas virtudes aproximam pessoas distantes por quilometragens, encontro um toque romântico em pensar sobre isso, aproximação de corpos distantes, porque, hoje me relaciono com uma pessoa que não habita na mesma cidade que eu. Mas, de forma piegas, digo que quando não bem administrada afasta quem está por perto, toma lugares de outras pessoas, momentos, espaços e importâncias. Portanto, não estou voltando a dois mil anos atrás e querendo viver sem ela muito menos emitindo um discurso de ódio sobre a internet, pois eu a amo! Contudo, quando se trata de educação ela não possui tanto a minha simpatia assim. A escola é o ambiente com mais relações humanas que eu conheço e a profissão professor talvez seja a mais humana também e a mais participativa, pois, abrange todas as idades e todos os momentos do desenvolvimento humano. Ela é física, é do toque, é do olho no olho e o professor como mediador principal é humano e trabalha com outros humanos. Não consigo fazer parte do time que pensa a educação de forma dualista, basicamente “da porta para dentro da escola suas emoções e sua história precisam ficar no sofá da sua casa”. O educador, ah.... o educador, ele é carregado e recarregado de emoção – técnica, competência, estudo, noites em claro, profissionalismo, SIM! – mas humanidade é o principal e hoje é o mais difícil de ser encontrado.

     Pois bem, este é o primeiro ponto, o ensino remoto é distante e abre portas para que o professor e sua humanidade sejam vistos como dispensáveis, supérfluos e secundários. Especificamente sobre a educação infantil abre mais as portas que já estavam escancaradas, sobre a creche como um depósito infantil, o espaço onde deixo meus filhos para fazer as minhas coisas em paz, ou ainda o espaço onde eles ficam brincado todo dia, dormem e comem e são alimentados – “Eu como mãe posso fazer igual a prof. A escola não é tão necessária assim. É só ela mandar as tarefas online não preciso nem vê-la, eu envio na plataforma e pronto. Eu consigo aprender sozinho. Não preciso dela(e).”

     Bom, o segundo e último ponto trata-se das diferentes realidades de forma mais pontual. Como dito antes, a “nova realidade” não pode eliminar a realidade que nunca deixou de existir; famílias em situações de extrema pobreza, crianças que não tem acesso a uma rede Wi-Fi e no fundo não sabem nem o que é isso. Alunos do ensino médio, técnico ou até mesmo graduação que precisaram largar seu estudo, para cuidar de familiares, trabalhar, ou, cuidar da sua saúde mental! Um prato de arroz se torna mais necessário que a tarefa feita na plataforma e por diversas vezes crianças são postas nessas condições. Será que pensam mesmo nisso?

     Uma das frases que me chama atenção na finalização da matéria é: “Inclusive, aumentando a carga horária para esses jovens que não tenham conseguido acompanhar os conteúdos nesse período. O importante é que ninguém pode ficar para trás, e todos terão a oportunidade, seja agora ou quando retornar as aulas”, diz o secretário da educação de São Paulo, Rossieli Soares.” e ainda “... quem não tiver celular nem computador vai ter reforço na volta”. Esses comentários são um degrau ainda maior para a desigualdade social, uma ferramenta para a exclusão das minorias e minorias essas encontradas em instituições públicas na sua maior parte. Nem todos possuem os mesmos recursos. A maioria dos softwares que são usados para as aulas no ensino remoto necessitam de um computador e sabemos que grande parte do acesso quando se tem é através de um celular que por diferentes vezes e razões é de outra pessoa. E pensemos, a educação é dever do estado e todos tem direito a mesma com qualidade. Parece que o importante é entregar as horas atividades completas ou ter as atividades feitas e preencher a necessidade de uma quantidade no mínimo aceitável para demonstração aos patrões no final do ano letivo. O importante é fazer! Se está fazendo sentido ou não para quem recebe, se conversa com a realidade nova ou não daquela criança/do aluno é outra conversa.... que eu espero poder ter em um outro momento.

 

Link da matéria: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/04/18/tecnologia-leva-aulas-a-casas-de-estudantes-de-todo-o-brasil-durante-a-pandemia.ghtml

Gabriella Vetromilla Martins,

Outubro de 2020.

6 meses de pandemia do Covid-19.

Pandemia a chave que faltava para abrir a porta da desigualdade social - Reportagem do dia: 03/10/2020

     Seguindo a última escrita, gostaria de apresentar outra matéria encontrada no site do G1. Ela irá dialogar perfeitamente com o texto feito anteriormente pois traz alguns índices sobre desigualdade social referente ao ensino remoto. O título da mesma apresenta o objetivo da reportagem e do próprio texto que aqui será escrito: ““Sem Wi-Fi” pandemia cria novo símbolo de desigualdade social”.

     Como é difícil pensar em desigualdade social sem conhecer as seguintes e diferentes realidades não é mesmo? Não sou nenhuma milionária, talvez me encontre na famosa classe média, se precisarmos seguir nomenclaturas oficiais para melhor entendimento do leitor. Nunca me faltou nada de alimento ou bebida, consigo comprar as coisas com as quais sonho, sou alfabetizada e hoje estou terminando a graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Pelotas, tenho uma boa relação com a literatura, leitura e escrita, tenho aparelhos eletrônicos a minha disposição e não preciso dividir com ninguém por ser filha única. Isso não me torna egoísta, aprendi a lidar com a síndrome da filha única durante os anos! Pois bem, posso confirmar a vocês caros leitores que levo uma vida boa, não fácil porque sempre fui ensinada a correr atrás das coisas, sempre trabalhei e aprendi sobre o valor do dinheiro conquistado pelo nosso próprio suor, mas é boa! Eu não sei o que é fome e eu sei o que é matar um desejo de chocolate. Talvez pensando, seja boa demais.

     Gabriella por que estás falando sobre tua vida pessoal? Vocês podem se perguntar no meio da leitura, mas basicamente para trazer luz a pergunta feita no início desta crônica. É difícil pensar que existam realidades tão distintas das nossas...até nos depararmos com ela. Acreditariam se eu falasse que na minha pequena imaginação sobre a vida e o mundo, todas as pessoas tinham acesso a higiene mínima e a roupas íntimas como cueca, calcinhas, sutiã e meias. Acreditariam ainda mais se eu falasse que a algumas quadras da minha casa existem crianças com seus 7 anos que nunca usaram uma cueca ou calcinha? É difícil pensar em realidades que não são suas, mas elas existem e são surpreendentes, quando falo em surpresa não estou falando que são agradáveis, pois de fato não são. São inacreditáveis e fortes quando vistas de perto!

     Tive a oportunidade de reconhecer essas realidades tão próximas, as quais achei que eram muito distantes quando ingressei em um projeto social da igreja a qual faço parte. Perdoem a expressão informal, mas acredito que até então estejamos construindo uma relação a partir da escrita.... vocês não têm noção sobre as realidades! Vocês conseguem pensar em miséria e pobreza? Pensem mais um pouco, multipliquem um tanto mais e talvez cheguem perto do que muitas pessoas vivem hoje em Pelotas a poucos minutos das nossas casas; toda essa contextualização para falar que sim, a pandemia abriu um abismo maior aonde antes tinha uma enorme ponte, mas vamos falar de educação?

     Uma das muitas citações da reportagem fala que: "É horroroso que no Brasil, nos dias de hoje, a gente ainda veja pessoas morando em condições tão ruins — em casas de taipa, pessoas com fome, mulheres que sequer têm documentos, muito menos smartphone. Então, é só um grupo pequeno e privilegiado daqui que tem conseguido estudar pela internet."

     O que você sente quando lê “mulheres que sequer têm documento...”. Achamos simples por diversas vezes pensar no ensino remoto, na educação a distância, pensamos que um smartphone pode ser comprado e parcelado em muitas vezes, que dá para pedir o Wi-Fi emprestado ao vizinho ou ao parente, que o governo está auxiliando com dados/internet móvel. Se torna tão simples, mas é possível ver essa simplicidade? “É fácil conseguir um celular, ou, pedir emprestado. Que seja emprestado só para o momento de aula, depois devolve. Não vem a aula porque não quer. A mãe não tenta conseguir um emprego também.” Pessoas que sequer possuem documentos, não preciso falar mais nada né? Posso e, na verdade, sinto que devo apenas citar mais uma parte da reportagem: "Em regiões de maior vulnerabilidade, há preocupações com questões ainda mais urgentes do que a conectividade: a fome”.

     Um pequeno dado e que gostaria de trazer para vocês, também retirado da entrevista escolhida para ser comentada diz que 18% dos estudantes não possuem acesso ao ensino remoto. Decidi fazer uma pesquisa no famoso Google sobre o número de estudantes atuais encontrados no Brasil e achei um número de 40,7 milhões. Não sou muito boa em matemática, mas peguei a calculadora do meu smartphone e fiz uma pequena conta dos 40 milhões menos 18%, basicamente, são mais de 8 milhões de estudantes brasileiros sem possibilidade de acesso. Pensemos que a evasão escolar é uma realidade que não está mais batendo a porta e, sim, está com a chave encaixada na fechadura, pronta para dar a segunda volta e abri-la. Não pensem que são por poucos ou simplórios motivos, ou apenas um, são os mais distintos possíveis e posso pensar em alguns: necessidade de trabalhar, responsabilidade com casa ou familiares/filhos, falta de alcance, esgotamento psicológico e emocional, o sentimento de não sou capaz e não consigo, falta de vontade, não encontrar sua realidade dentro do ambiente escolar, não se sentir ouvido, não se sentir acolhido, encontrar outras e melhores possibilidades para o momento em outro espaço, não entender o que a escola diz, não se sentir parte, não ver importância, fome, desemprego, doenças...são inúmeros motivos!

     Como penso em terminar essa escrita que acredito ser um tanto quanto impactante? De uma forma ainda mais “forte”, com a nossa constituição regente da, a federal de 1988 que “simplesmente” fala a partir do artigo 205: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;”

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I - Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;

II - Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;

IV - Atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;

V - Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;

VI - Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;

VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. “

Acredito que conseguirei ser entendida por quem ler e permaneço em pensar sobre o que acharemos para a próxima escrita.

Até breve

Gabriella Vetromilla Martins,

Outubro de 2020.

Links para acesso -> https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/10/03/sem-wi-fi-pandemia-cria-novo-simbolo-de-desigualdade-na-educacao.ghtml https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/art_205_.asp

Exclusão: o resultado na educação em tempos de pandemia - Reportagens dos dias: 23/06/2020 11/08/2020 e 15/10/2020

     Nesta última crônica, antes de apresentar as últimas reportagens, gostaria de descrever sobre o mapeamento que foi apresentado durante as produções escritas. Foram dadas algumas possibilidades de pesquisa para este tempo e entre os possíveis campos estavam os documentos oficiais regentes para a educação nesse processo de pandemia que o mundo está enfrentando, mas, particularmente, optei por reportagens e de um site específico, o G1. As reportagens pesquisadas e apresentadas foram feitas entre abril e outubro de 2020.

     Minha escolha se deu por reportagens, tendo a necessidade de entender o que jornalistas estavam repassando para pessoas “comuns”. A mídia e principalmente a internet, é o campo mais ativo e mais procurado para estudo, saber, ler, pesquisar, reportar, mostrar conteúdo e etc. Os jornais de papel ganharam páginas virtuais e chegaram mais rápido a mesa de muitos brasileiros, a internet é o maior portal de notícias hoje em dia e todo mundo consegue ter acesso muito rápido a tudo o que acontece; entender isso, nesse tempo me motivou a pesquisar e mapear o que estava sendo compartilhado com os brasileiros sobre educação na pandemia. Também senti a necessidade em compartilhar a pesquisa realizada em forma de crônica para que tivesse uma acessível linguagem e um rápido entendimento de quem fosse ler.

     Bom, as primeiras reportagens que serão aqui apresentadas relatam a realidade encontrada por inúmeros pais e educadores e fala um pouco sobre a desigualdade social enfrentada neste tempo. A outra relata uma experiência carregada de emoção, esperança e verdade, mas que faze-nos pensar se o romantismo imposto da vocação desconsidera o educador como profissional competente e abre margem para que a desigualdade social aumente. Precisamos pensar em algo que já está sendo falando durantes as outras produções escritas, a pandemia alavancou a desigualdade social encontrada no nosso país, principalmente dentro da educação. Se faz necessário pensar ainda, pois parece que não é claro para muitas pessoas, principalmente autoridades; de que nem todas as crianças possuem as mesmas oportunidades. O “Joãozinho” estuda em escola privada e possui acesso a rede Wi-Fi, tablet, notebook, computador, celular privado, sem precisar dividir e o “Joãozinho segundo”, mal possui uma panela de arroz quem dirá todas as outras coisas antes faladas. São diferentes níveis e classes sociais, pensar que crianças possuem as mesmas possibilidades é olhar o Brasil de forma utópica, negando a sua verdade.

     As duas primeiras reportagens em questão trazem a luz às crianças mais pobres e as pessoas com deficiência, seja ela física ou mental. Eles não estão sendo procurados neste tempo, as atividades encaminhadas não foram pensadas para essas crianças. O que mais falta para vermos que isso é de fato o que acontece? Não adianta, honestamente, falarmos que existem políticas públicas ou que o esforço está sendo feito. Essas crianças, essas realidades, foram enterradas e totalmente esquecidas. Sejam verdadeiros, pensem em pessoas, que você leitor dessa crônica conhece que sejam de classe social mais baixa, ou, que estejam na linha da miséria e/ou pessoas que tenham alguma deficiência seja ela intelectual ou física. Como elas estão sendo alcançadas pela escola que fazem parte? Elas fazem parte de alguma escola? Como as atividades promovem o ensino dessas pessoas? Elas estão sendo esquecidas e esquecidas de forma rápida. Lutemos pelas “minorias” que são quantitativamente um número grande, que fazem toda a diferença.

     A segunda reportagem relata-nos práticas de professores da rede do estado do Amazonas e encerra meu mapeamento com muito zelo, esperança e luta pela profissão. Os professores deixam claro que o contato humano não pode ser trocado nem mesmo pelo contato que é feito virtualmente, ou a tentativa dele. Os mesmos relatam da necessidade da valorização da profissão e das dificuldades e mudanças que os educadores estão enfrentando neste tempo de pandemia. O ensino mudou e o modo como dividir ele também, mas volto a repetir NADA, nem mesmo a conexão virtual, toma o lugar do contato físico e humano que acontece no ambiente escolar entre educador e criança. Mas ainda, por fim, gostaria de pensar com todo zelo sobre essa reportagem, muitas pessoas podem ler a mesma e responder de forma romântica ao que foi apresentado. Não pretendo ser bruta e apenas racional nesta escrita, pois a profissão professor envolve humanidade, sentimento e emoção. Somos carregados e (re)carregados das mesmas, contudo, precisamos analisar criticamente e pensar no que estamos apresentando aos leitores sobre a profissão.

     As ações de tais educadores são incríveis, carregadas de empatia, poéticas e caracterizadas de luta, mas muitos verão de forma romântica e vocacionada. “O professor sofre mesmo. Difícil pensar que eles precisam ir até as crianças. Eles fazem por amor. O sofrimento faz parte da vocação. Ele(a) nasceu mesmo para ser professor(a).” São frases que podem vir a existir a partir da leitura de tal reportagem. Não peço que ignorem o ato dos educadores de irem atrás de suas crianças, mas que pensem sobre o que está acontecendo por de trás disso. Para o educador precisar sair e ir até as crianças significa uma coisa: a escola não chega a eles no seu todo como deveria, nem todas as crianças possuem a mesma oportunidade!

     Precisamos nos atentar a todos os tipos de reportagens que consumimos e pensar o que passamos a diante a partir disso? As diferentes realidades estão sendo esquecidas neste tempo, a margem da desigualdade social está cada vez maior, mais maquiada e a profissão cada vez mais romantizada pelo sofrimento.

      Que possamos consumir reportagens de forma crítica e a partir delas devolver o pensar.

Espero que minhas escritas encontrem lugar no seu pensar como encontrou no meu.

Gabriella Vetromilla Martins,

Outubro de 2020, quase 7 meses da pandemia do covid-19.

Links para acesso:

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/08/11/governo-nao-adotou-medidas-para-promover-educacao-inclusiva-na-pandemia-diz-relatorio.ghtml

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/06/23/pandemia-afeta-acesso-a-educacao-de-estudantes-pobres-jovens-e-pessoas-com-deficiencia-diz-relatorio-da-unesco.ghtml https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/10/15/nada-substitui-o-contato-professores-percorrem-comunidades-rurais-do-am-na-pandemia-por-falta-de-internet.ghtml

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