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Estefânia Alves Konrad - 20/10/2020

Contextualização

     Nesta pesquisa, busquei demarcar o que estudiosas e estudiosos vem ponderando a respeito das crianças, famílias, escolas e educadores(as) neste período de pandemia. A ideia inicial foi buscar por dois vídeos (lives), um do início das discussões e outro mais recente.

     Para vincular este estudo com o das discussões que estamos fazendo nas outras tarefas, procurei o site do OBECI e por lá encontrei uma série de lives que debatem sobre o assunto, com diferentes profissionais que se propuseram a refletir sobre a pandêmica e os impactos às crianças de educação infantil.

     Nesta procura por uma live que se “encaixasse” no que já tinha construído até aqui (tarefa 1), encontrei uma intitulada “Crianças, pais e educadores em pandemia: questões para pensar” julguei pertinente, pois anteriormente havia analisado uma pesquisa cientifica que revelou dados da triangulação crianças-famílias-educadores.

Primeira live

     A live aconteceu no dia primeiro de abril de dois mil e vinte e contou com mediação de Paulo Fochi e ponderações da psicóloga Bianca Stock.

     Paulo Sérgio Fochi Doutor em Educação na linha de Didática, Teorias de Ensino e Práticas Escolares (USP) com bolsa sanduíche (CAPES) na Universitad de Barcelona - UB; Mestre em Educação na linha Estudos sobre Infância (UFRGS) com estágio de missão científica na Universidad Publica de Navarra; Especialista em Educação Infantil (Unisinos), Especialista em Gestão e Organização de Escola (Unopar) e Licenciado em Pedagogia (Unopar). Professor do curso de Pedagogia (Unisinos) e Coordenador e professor do curso de especialização em Educação Infantil (Unisinos). Pesquisador colaborador do Contextos Integrados em Educação Infantil (USP/ CNPq). Membro da Associação Criança (Braga/Portugal) e Membro do Special Interest Group - SIG Birth to Three (European Early Childhood Education Research Association - EECERA). Coordena o OBECI - Observatório da Cultura Infantil. Foi um dos quatro consultores e redatores para a construção do documento da Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil (MEC). Atua no assessoramento de escolas e redes de Educação Básica e em produções culturais e artísticas para crianças. Tem publicado especificamente no campo da Pedagogia da Infância, Educação Infantil, Bebês e Formação em Contexto.

     Bianca Sordi Stock é Psicóloga Clínica e Social. Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2006) e mestrado em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010).

Live 1.04.2020 – Paulo Fochi e Bianca Stock

Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=fRWcLl7h_k8&feature=emb_logo

Marquei as informações separando-as em:

Para as famílias, escolas e educadoras(es)

Para educadoras(es)

 

  • Entender que a situação é nova e ainda não temos especialistas;

  • Compreender que as emoções (mesmo que extremas) estão intensificadas;

  • Momento distinto, particular e desconhecido;

  • Cair na armadilha de ignorar as defesas (antes consolidadas) e se retorna aquilo que antes já havíamos constatado que não funciona (copia e cola, desenhos para pintar, e afins) retrocedendo para educação infantil ser um “lugar das tarefinhas”;

  • O controle que não se tem em outros aspectos (tempo, rotina, futuro ...) projeta-se nas crianças;

  • As crianças têm muito a dizer sobre o que esta acontecendo, precisam ser escutadas e nos desvincularmos deste “caráter civilizatório” que a escola vem adotando;

  • Comunidade educativa criar reflexões, dispositivos, espaços de escuta (das três entidades envolvidas) com intuito de acolher os atos e gestos espontâneos;

  • Ver o brincar como produção simbólica;

  • As “tarefinhas” são desserviços psíquicos além de não produzirem saúde mental, acarretam em sofrimento pois mecaniza as ações;

  • Conceito de saúde mental Winnicottiano – pediatra, psicanalista e grande pensador da infância e do brincar – excessiva submissão da realidade auxilia no viver digno;

  • O brincar livre das crianças é capaz de dar controle a elas através da invenção e esse controle se entende por conexão;

  • Não se preocupar com o “não fazer nada”, não é um tempo para sermos produtivos;

  • Permitir-se entristecer;

  • Não evitar conversas com as crianças sobre o contexto pandêmico;

  • Evitar o extremismo das coinversas nem o filme “A vida é bela” nem desesperar com a realidade chocante. Essa inserção dignifica e valoriza o sujeito da infância, envolve-las nas narrativas sociais simbólicas e coletivas;

  • Excesso de realidade produz o traumático;

  • A ausência de futuro assusta e acomete crianças e adultos;

  • É preciso assumir e entender a falta de controle do momento;

  • Preservar a continuidade dos laços;

  • Manter o senso de pertencimento;

  • As escolas se preocupam com o aumento da violência doméstica;

  • Criar dispositivos e mecanismos de escape;

  • Em relação aos bebês, estar atento as mães (ou outras mulheres que desenvolvem a função maternal) com a sobrecarga emocional e tripla jornada de trabalho;

  • Ordem Estrutural e normativa: Parecer do Conselho Nacional – flexibilidade do ensino ser ofertado em outras modalidades/ano civil e letivo não precisam necessariamente serem os mesmos;

  • O parecer é incompatível para educação infantil, sendo não estruturável para crianças pequenas;

  • Assumir autonomia argumentativa em defesa da não possibilidade dessa manobra para educação infantil/Não aceitando normativas genéricas;

  • As educadoras e educadores se autoquestionarem em relação a subjetividade da educação infantil, se a mesma esta sendo contemplada nas propostas e praticas;

  • Concepções a se desprender: Ética, estética e política (obrigatoriedade do cumprimento das 800 horas e dos 200 dias letivos);

  • A ética é uma pergunta e não um conjunto de regras;

  • Entender que todas as partes terão perdas;

  • Internalizar processos democráticos;

  • Focar em soluções possíveis e descentralizar em apontar culpados;

  • Os processos e seus sucessos demandam diálogos e escutas.

Segunda live

     Para segunda live, procurei primeiramente por um vídeo com a mesma nomenclatura, porém mais recente. Entretanto, não encontrei. Então, a segunda estratégia que utilizei foi de pesquisar o nome da psicóloga na plataforma YouTube, a fim de encontrar algum vídeo relacionado ao mesmo tema. Encontrei uma “vídeo conversa” intitulada “Escola e família: juntos, pela educação das crianças em tempos de pandemia” propiciado pelo Instituto IVOTI e mediado por Delci Heinle Klein e Monia (colaboradoras do instituto).

     A live aconteceu no dia dezessete de agosto de dois mil e vinte e contou com mediação de Delci e Monia e da convidada Bianca Stock.

    O Instituto Ivoti, como hoje é denominado, tem uma longa trajetória. Sua origem remonta em 4 de abril de 1909, no município de Taquari, onde iniciou sua história e tradição em educação e formação de professores, líderes e pessoas comprometidas com a realidade, que valorizam a integridade e a dignidade do ser humano. Com 110 anos de fundação, a instituição é fruto dos esforços de imigrantes alemães que iniciaram a construção de escolas no início do século passado e sua origem marca a inconformidade com a realidade educacional no país e a responsabilidade de oferecer uma educação qualificada. Mantida pela Associação Evangélica de Ensino (AEE), a escola integra a Rede Sinodal de Educação.

 

 

Live 17.08.2020 – Instituto IVOTI (Delci e Monia) e Bianca Stock

Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=yi6Ripzt-XA&feature=youtu.be

Marquei as informações separando-as em:

Para as famílias, escolas e educadoras(es)

Para educadoras(es)

  • Nossa fidelidade precisa ser com as crianças;

  • Entender/viver os lutos que envolvem o processo;

  • Entender os impactos desta situação nas diferentes idades;

  • Compreender que nenhuma proposta substitui o laço afetivo criança com criança;

  • Oferecer um ambiente facilitador do desenvolvimento;

  • Desvincular o acumulo de tarefas como uma garantia para o pleno desenvolvimento;

  • Ter consciência que o movimento integral, saudável e potente é quando garantimos ambiente que proporcione autonomia;

  • Quarentena não é “sala de espera” onde procuramos distrações para passar o tempo;

  • Não é função social de a escola ocupar as crianças;

  • As crianças são potentes e capazes de lidar com ósseo;

  • Manutenção dos vínculos;

  • Entender a oscilação de interesse;

  • Cuidado com as mulheres que desempenham funções maternais;

  • Encorajar as crianças a solucionar problemas do cotidiano familiar;

  • É um ano diferente e não perdido;

  • Sustentação individual – Não estamos guerreando com a quarentena e sim passando por ela juntos;

  • Não é uma competição (quem consegue mais ou menos produtivo);

  • Aprender a lidar com as frustrações;

  • Rede vitalícia de apoio as mulheres – praticar sororidade, uma vez que somos maioria neste contexto educadoras-famílias;

  • Garantir qualidade e manutenção de vínculo;

  • Não se cobrar de mais;

  • Evitar ser presente-ausente nas relações com as crianças. Separar um tempo (que seja 15, 20, 50 minutos) de atenção total ao momento de troca, sem preocupações externas;

  • (Re)criação da manutenção de vínculo;

  • Adulto é relator das observações e não um afirmador do que as crianças internalizaram.

Por que escolhi essas lives e não outras?

  • São regionais;

  • A primeira é mediada por Paulo Fochi e portanto se interliga com as outras tarefas da disciplina;

  • Ambas são conversas com a mesma psicóloga;

  • São dois momentos diferentes dentro de um mesmo contexto (a pandemia);

  • São vídeos do interesse adulto em propiciar experiências de qualidade para as crianças;

  • São pessoas que falam com propriedade sobre crianças pequenas e crianças bem pequenas;

Referências

FOCHI, Paulo Sérgio. Crianças, pais e educadores em isolamento: questões para pensar. (2h01m11s). Acesso em: 11 out. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fRWcLl7h_k8&feature=emb_logo

 

FOCHI, Paulo Sérgio. Currículo do sistema currículo Lattes [Rio Grande do Sul], 04 jul. 2020. Acesso em: 13 out. 2020. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/4284708571035688

 

IVOTI, Instituto. Escola e Família: Juntos, pela Educação das Crianças em Tempos de Pandemia. 2020. (1h32s). Acesso em: 11 out. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=yi6Ripzt-XA&feature=youtu.be

 

STOCK, Bianca Sordi. Currículo do sistema currículo Lattes [Rio Grande do Sul], 16 set. 2018. Acesso em: 11 out. 2020. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/5303379845814998

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